Ação em galpão de suplementos em Americana, no Jardim Terramérica, reúne Vigilância Sanitária e Polícia Civil, encontra comércio atacadista irregular e produtos da Bálsamo Je’s proibidos pela Anvisa
Uma operação conjunta da Vigilância Sanitária de Americana e da Polícia Civil resultou na interdição de um galpão de suplementos em Americana, no Jardim Terramérica, após a constatação de funcionamento sem licença sanitária e indícios de envase irregular. De acordo com as equipes, cerca de 900 kg de produtos foram descartados, entre eles frascos de suplementos alimentares como ginseng, óleo de coco e multivitamínicos, vendidos principalmente por plataformas digitais.
Além da ausência de autorização para atividade atacadista, foram localizados rótulos, frascos vazios e materiais de propaganda que indicam possível preparo e envase de parte dos itens no próprio local. A fiscalização também identificou produtos da marca Bálsamo Je’s, que já possuem determinação da Anvisa para proibição de distribuição, comercialização, fabricação, propaganda e uso, o que, segundo as autoridades, representa risco à saúde.
Como foi a operação no galpão de suplementos em Americana
Durante a inspeção, as equipes encontraram um comércio atacadista em funcionamento sem a devida licença sanitária. Em meio ao estoque, estavam diversos frascos rotulados para venda online e insumos que sugerem atividade de envase. Os fiscais determinaram o descarte de aproximadamente 900 kg de produtos sem identificação de fabricante e procedência, além da inutilização de todos os itens da Bálsamo Je’s.
Nos casos em que os frascos possuíam rótulos com identificação, mas cuja regularidade não pôde ser verificada no momento, houve interdição cautelar para análise no processo administrativo. O responsável legal pelo estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. A operação foi comunicada à Anvisa, que deverá adotar providências quanto à suspensão da comercialização desses produtos por marketplaces e outras plataformas digitais.
Para o poder público municipal, a ação reforça o esforço de vigilância sobre o mercado de suplementos alimentares e o combate a práticas que coloquem consumidores em risco. As equipes destacam que a atividade sem licença impede o controle sanitário mínimo, o que compromete a segurança e a rastreabilidade dos itens.
Produtos proibidos, riscos à saúde e atuação da Anvisa
Segundo a Vigilância, a presença de produtos da Bálsamo Je’s, já proibidos pela Anvisa, acende alerta adicional. A restrição nacional envolve a cadeia completa, da fabricação à divulgação, justamente por riscos associados ao consumo e pela falta de comprovação de regularidade e qualidade. Ao identificar esses itens, os fiscais determinaram a inutilização imediata.
O diretor da Unidade de Vigilância em Saúde, Antônio Donizetti Borges, afirmou: “O funcionamento de uma atividade dessa natureza sem autorização representa um risco direto ao consumidor. Além da falta de controle sanitário, encontramos produtos cuja comercialização já havia sido proibida pela Anvisa. Nosso papel é agir de forma imediata para evitar que itens irregulares cheguem ao mercado e comprometam a saúde da população”.
Já a coordenadora da Vigilância Sanitária, Eliane Ferreira, destacou a integração com a polícia e o histórico de monitoramento: “Assim que fomos acionados pela Polícia Civil, mobilizamos nossa equipe para apoiar a operação. No local, constatamos uma estrutura montada para venda de suplementos sem qualquer tipo de licença sanitária. Além disso, há três anos já realizávamos buscas por produtos da Bálsamo Je’s. A parceria entre os órgãos é fundamental para interromper práticas ilegais e garantir que somente produtos seguros circulem na cidade”.
Essas declarações reforçam a orientação de que consumidores devem priorizar lojas regularizadas e verificar a procedência dos suplementos, inclusive em e-commerce e em marketplaces. Itens sem rotulagem clara de fabricante e sem registro podem conter substâncias em dosagens inadequadas, contaminações ou formulações não autorizadas, elevando o risco de eventos adversos.
O que acontece agora com o comércio e os consumidores
Com a interdição do galpão de suplementos em Americana, o processo administrativo seguirá para verificar a regularidade dos produtos rotulados e apurar as responsabilidades do estabelecimento. O relatório da operação será enviado à Anvisa, que poderá adotar medidas adicionais, como reforço de fiscalização em plataformas digitais e comunicação com marketplaces para impedir a oferta de itens irregulares.
Para o consumidor, a recomendação é redobrar a atenção com suplementos alimentares vendidos online. Verificar a existência de registro ou notificação na Anvisa, conferir rótulos completos e evitar produtos de marcas com proibições conhecidas são práticas essenciais para reduzir riscos. Autoridades locais ressaltam que denúncias sobre comércio irregular ajudam a acelerar a retirada de produtos potencialmente perigosos de circulação.
A operação desta quarta-feira evidencia a importância do trabalho articulado entre as esferas municipal e estadual para conter a oferta de suplementos sem controle sanitário. Ao descartar 900 kg de itens e inutilizar produtos de marca proibida, as autoridades buscam impedir que cheguem ao mercado opções que ameaçam a saúde pública, preservando o direito do consumidor a produtos seguros e devidamente regularizados.