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Banda Soul da Toga reúne juízes de Santa Bárbara d’Oeste e promotora em projeto musical que leva o groove dos fóruns aos palcos da região

Banda Soul da Toga transforma rotina do Fórum de Santa Bárbara d’Oeste em soul e harmonia, com juízes e promotora de justiça nos instrumentos e vídeos no Instagram

A banda Soul da Toga virou assunto em Santa Bárbara d’Oeste, unindo a seriedade do Fórum ao groove dos palcos da região. A iniciativa aproxima o universo da Justiça do público, mostrando juízes e uma promotora de justiça em uma faceta leve, musical e criativa, sem abrir mão do profissionalismo no expediente. Segundo a reportagem, o objetivo é mostrar “o lado musical de quem decide os rumos da justiça na cidade, provando que, após o expediente, o que toca é o ritmo do soul”.

À frente do baixo e do backing vocal está o juiz Iberê Dias, titular da 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri, que traz ao palco a escola de quem cresceu ouvindo Tim Maia e Jorge Ben Jor. Ao lado dele, a juíza Elisabeth Roxo, da 2ª Vara Criminal, soma formação clássica e versatilidade, alternando entre saxofone e flauta doce. No palco, o casal de magistrados vira sintonia fina, onde o peso da toga dá lugar ao balanço do soul.

Quem são os nomes por trás do som

A banda Soul da Toga reúne um time eclético de magistrados e membros do sistema de Justiça, demonstrando como a música pode aproximar pessoas e aliviar a tensão do cotidiano forense. Além de Iberê Dias e Elisabeth Roxo, a formação conta com a promotora de justiça Daniela Réquia, a mais nova integrante na percussão, e também com um juiz federal, ampliando a diversidade do grupo.

No time de juízes estaduais, o vocal fica com Fábio Luparelli, a bateria é de André Carneiro, as guitarras de Felipe Menezes e José Fernando Seifarth, o saxofone tenor de Eduardo Helene e o trombone de Marcelo Salmaso. No conjunto, cada instrumento soma uma camada de timbre para um repertório que privilegia a soul music, com ênfase no groove de baixo e sopros marcantes.

O contraste entre o rigor técnico do trabalho e a liberdade artística no palco dá o tom do projeto. Iberê Dias, conhecido pela atuação no Tribunal do Júri, assume no grupo a função rítmica do contrabaixo, enquanto Elisabeth Roxo adiciona melodia com sopros, resultado de uma trajetória musical iniciada ainda na infância. Essa combinação ajuda a consolidar a identidade sonora da banda Soul da Toga.

A regra de ouro, a rotina e o desafio logístico

Para conciliar agendas apertadas e responsabilidades de alto impacto social, o coletivo criou uma diretriz básica. Como registra a matéria, a banda “tem uma legislação interna muito clara”, que determina, textualmente, “proibido falar de processos ou tribunais nos ensaios!”. A regra é simples, porém essencial para preservar o espírito de lazer e o foco na música durante os encontros, o que favorece a qualidade das apresentações e a camaradagem entre os integrantes.

O principal obstáculo, apontam, não é jurídico, é logístico. Reunir profissionais que atuam em diferentes frentes da Justiça exige coordenação fina de horários, deslocamentos e ensaios. Ainda assim, o grupo encontrou um ritmo próprio, fiel à proposta de celebrar a cultura e transformar a rotina, mantendo o compromisso com uma dinâmica de trabalho saudável e colaborativa.

O resultado aparece no humor descomplicado que a banda Soul da Toga leva para o público. Segundo a reportagem, esses momentos de descontração mostram que “a música é, de fato, a melhor sentença.” Entre uma audiência e outra, o ensaio vira ponto de encontro, e a apresentação ao vivo, um convite ao público para enxergar os magistrados para além das togas.

Dos fóruns às redes, onde ver e acompanhar

O alcance do projeto já ultrapassa os palcos. Iberê Dias protagoniza, inclusive, uma faceta bem-humorada de entrevistador em conteúdo publicado nas redes. De acordo com a reportagem, “o vídeo exclusivo e hilário, onde os integrantes discutem a regra de ouro de não falar de trabalho, está no Instagram da banda, @souldatoga”. Na gravação, o juiz conversa com os colegas, reforçando o clima leve que o grupo pretende cultivar e compartilhar com o público.

Para quem acompanha a cena cultural da região, o perfil no Instagram funciona como vitrine dos bastidores, com recortes de ensaios, registros de apresentações e teasers com trechos de músicas. É uma forma prática de se aproximar da banda Soul da Toga, conhecer os integrantes, perceber detalhes dos arranjos de contrabaixo, sopros e guitarras, e descobrir como a disciplina do mundo jurídico pode convivir com a liberdade criativa do soul.

A presença digital também ajuda a amplificar a proposta central do projeto, que é humanizar a imagem dos profissionais da Justiça sem perder a objetividade do ofício. A cada nova postagem, a banda Soul da Toga reafirma a mensagem de que a arte tem papel relevante no bem-estar de quem lida diariamente com decisões difíceis, convertendo tensão em música, e rotina em harmonia.

No fim, o que fica é a combinação de groove com propósito. De Santa Bárbara d’Oeste para a região, a banda Soul da Toga mostra como a cultura pode aproximar tribunal e plateia, e como uma boa linha de baixo e um sopro afinado ajudam a contar outra história possível sobre magistrados e a cidade, com melodia, leveza e um refrão fácil de lembrar.

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