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Corpo carbonizado em Sumaré é do dentista desaparecido de Amparo, confirma Polícia Civil; DNA e arcada dentária do IML de Americana atestam

Identificação oficial, apuração em curso e próximos passos do caso em Campinas, Sumaré, Hortolândia e Amparo

A Polícia Civil confirmou a identidade do corpo carbonizado em Sumaré como sendo do dentista Marcelo Bacci Coimbra, de 64 anos, morador de Amparo, desaparecido desde 7 de dezembro. A confirmação ocorreu após exames de DNA e de arcada dentária realizados pelo IML de Americana, segundo a DIG, unidade vinculada à Deic de Campinas. O caso, que se desenrola entre Campinas, Hortolândia, Sumaré e Amparo, segue sob investigação.

De acordo com o registro policial, a identificação saiu 11 dias após o encontro do corpo, achado em uma área verde de Sumaré no sábado, 13 de dezembro. O velório de Coimbra está previsto para ocorrer neste sábado, 20, no Cemitério da Saudade de Amparo, segundo os familiares.

Em nota do caso, consta que “A DIG (Delegacia de Investigações Gerais), vinculada à Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Campinas, confirmou nesta sexta-feira (19) que o corpo carbonizado encontrado no último sábado (13), em uma área verde de Sumaré, é do dentista Marcelo Bacci Coimbra, de 64 anos, morador de Amparo, desaparecido desde domingo (7).”

Identificação e linhas de investigação

Os peritos do Instituto Médico Legal de Americana utilizaram perfis genéticos e a arcada dentária para atestar a identidade. O procedimento foi escolhido porque o corpo carbonizado em Sumaré apresentava extensa destruição térmica, o que inviabiliza meios usuais de reconhecimento. Ao final, os laudos confirmaram a compatibilidade com amostras da família.

A apuração conduzida pela Polícia Civil trata o caso como homicídio. O trecho do inquérito destaca: “O caso segue sob investigação da Polícia Civil e é tratado, até o momento, como homicídio.”

Investigações preliminares também apontam indícios de emprego de material combustível na cena. Segundo o relato oficial, “De acordo com as informações apuradas, há indícios de que pneus tenham sido utilizados como material combustível para acelerar a queima do corpo.” Os restos mortais apresentavam possíveis sinais de violência, o que reforça a linha de homicídio. A Polícia Militar preservou o local até a chegada da Polícia Científica.

Carro incendiado e imagens de câmera

Dois dias depois do desaparecimento, já na madrugada de terça-feira, 9 de dezembro, o veículo da vítima, um VW Nivus cinza, foi encontrado totalmente incendiado na Rua Pedro Schuchiman, no Jardim Eldorado, em Sumaré. O automóvel foi recolhido e também está sob perícia, etapa considerada crucial para verificar resíduos de acelerantes, dinâmica do fogo e indícios de autoria.

Uma câmera de segurança instalada nas proximidades registrou a ação. Conforme o relatório, “Imagens de uma câmera de segurança próxima ao local mostram um homem encapuzado estacionando o carro, despejando o que aparenta ser combustível sobre o veículo e ateando fogo.” As imagens foram encaminhadas aos investigadores da DIG, em Campinas, que analisam rota, horário e possível participação de outras pessoas.

Os trabalhos periciais no VW Nivus podem revelar vestígios de combustíveis, impressões parciais e traços genéticos. Em paralelo, diligências buscam mapear a sequência de deslocamentos do carro e cruzar informações de geolocalização com registros de pedágios, antenas de telefonia e outras câmeras do entorno.

Últimos passos antes do desaparecimento

Horas antes do sumiço, Marcelo Coimbra esteve em uma sauna em Campinas e depois seguiu para um motel em Hortolândia, acompanhado por um segundo homem, de 22 anos, segundo apuração policial. Ainda de acordo com o relato apresentado pela família, houve uma transferência de R$ 200 via PIX para o jovem naquela mesma noite.

Dados de geolocalização indicam que o carro deixou o motel na noite de domingo, 7 de dezembro, percorreu cerca de nove quilômetros em Hortolândia e, em seguida, o celular da vítima foi descartado na Rua Cecílio Nunes da Silva. A perícia do aparelho apontou contato com ao menos duas pessoas naquela noite, incluindo o destinatário da transferência via PIX, cuja identidade não foi divulgada até agora.

Segundo a narrativa reunida no inquérito, “Desde então, o dentista não manteve mais contato com familiares.” O conjunto de informações sustenta a linha de investigação por homicídio e amplia a busca por eventuais partícipes.

Com a confirmação de que o corpo carbonizado em Sumaré é de Marcelo Bacci Coimbra, a prioridade da Polícia Civil passa a ser consolidar a cronologia do crime, detalhar o trajeto do veículo e identificar autores e motivação. A DIG, ligada à Deic de Campinas, mantém diligências em Sumaré, Hortolândia, Campinas e Amparo para reunir provas materiais e testemunhais.

Os investigadores pedem que qualquer informação relevante sobre movimentações do VW Nivus cinza ou sobre a presença de pessoas e veículos na área verde de Sumaré, no dia 13, seja encaminhada pelos canais oficiais. A colaboração popular pode ajudar a esclarecer os momentos finais que antecederam a morte e a dinâmica do incêndio, incluindo a possível utilização de pneus como acelerantes.

Enquanto avança a perícia no carro e são cruzados dados de telemetria e telefonia, o caso permanece em sigilo investigativo. A confirmação da identidade por DNA e arcada dentária oferece um marco determinante na apuração, e a linha de homicídio, reforçada pelos indícios coletados, segue como foco da polícia. O corpo carbonizado em Sumaré agora tem nome, e a investigação busca responder quem, como e por quê.

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