Decisão do STF libera saída da custódia da PF nesta quarta-feira, 24, cirurgia ocorre na quinta, 25, em Brasília, com transporte discreto e Michelle como única acompanhante
A internação de Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que o ex-presidente passe por um procedimento cirúrgico recomendado por médicos particulares e peritos da Polícia Federal. A medida, válida a partir desta quarta-feira, 24, permite o deslocamento e a permanência hospitalar com regras rígidas de segurança e restrição de visitas, mantendo a custódia sob responsabilidade da PF.
De acordo com o que foi noticiado pela Agência Brasil, “O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar a prisão e ser internado nesta quarta-feira (24) para realizar uma cirurgia indicada por médicos particulares e peritos da Polícia Federal (PF).” Em complemento, a publicação registra que “Bolsonaro deve ser operado na quinta-feira (25), no Hospital DF Star, em Brasília.”
Segundo as informações disponíveis, a internação de Bolsonaro atende a um tratamento para hérnia inguinal e para um quadro de soluço persistente. Ainda conforme os relatos, “O ex-presidente passará por um procedimento cirúrgico para tratar uma hérnia inguinal e quadro de soluço persistente.” A perspectiva da defesa é de que o período de observação seja relativamente curto, com “A internação deve durar de cinco a sete dias, segundo os advogados.”
O ex-presidente permanece sob custódia desde que foi levado à Superintendência da Polícia Federal, na capital do país. Sobre o contexto carcerário, a Agência Brasil destacou que “Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, na capital federal”, e que a operação de deslocamento, internação e retorno ocorrerá sob protocolo da PF.
O que diz a decisão do STF
A autorização de Alexandre de Moraes estabelece condições específicas para a internação de Bolsonaro, com atenção ao transporte, à vigilância e ao controle de dispositivos eletrônicos. O texto registra que a Polícia Federal deverá conduzir a logística de modo reservado. Conforme a determinação judicial, “Moraes determinou que a PF deverá realizar o transporte e a segurança de Bolsonaro de forma “discreta”.”
Em relação à tutela dentro do hospital, a peça reforça a guarda contínua do paciente custodiado. De forma literal, a decisão indica: “Além disso, a vigilância do ex-presidente será de 24 horas por dia, com manutenção de dois agentes na porta do quarto, além de outras equipes dentro e fora do hospital.” A medida busca garantir a integridade do ex-presidente e a segurança do entorno, respeitando protocolos já utilizados em internações de custodiados em ambiente hospitalar.
Também foram impostas restrições sobre o uso de tecnologias nos aposentos. A decisão é explícita ao determinar: “O ministro também proibiu a entrada de celulares, computadores e dispositivos eletrônicos no quarto de Bolsonaro.” Essas regras visam reduzir riscos de comunicação indevida e preservar o sigilo médico e operacional da unidade hospitalar.
Como será a cirurgia e a internação
Segundo as informações divulgadas, “Bolsonaro deve ser operado na quinta-feira (25), no Hospital DF Star, em Brasília.” O procedimento tem como objetivo tratar uma hérnia inguinal, além de abordar o soluço persistente. Em termos práticos, a intervenção para hérnia inguinal é considerada rotineira em grandes centros hospitalares, geralmente realizada por equipe de cirurgia geral, com potencial de alta em poucos dias, a depender da evolução clínica e da resposta do paciente à analgesia e à mobilização precoce.
Para este caso específico, a orientação é de internação breve, com monitoramento contínuo enquanto durar o cuidado pós-operatório. O parâmetro temporal indicado pela defesa é que “A internação deve durar de cinco a sete dias, segundo os advogados.” Esse intervalo permite acompanhamento de dor, prevenção de complicações e avaliação da resolução do quadro de soluço, que, persistente, costuma exigir atenção clínica adicional.
Ao longo de todo o processo, a internação de Bolsonaro seguirá com a presença de equipes médicas do hospital e de peritos da PF, que já haviam indicado a necessidade do procedimento, além do aparato de segurança sob comando da Polícia Federal.
Segurança e visitas durante o período hospitalar
A decisão sublinha a continuidade da custódia, inclusive dentro do hospital. Como reforçou a Agência Brasil, “Durante o período da internação, Bolsonaro será vigiado por agentes da PF.” Na prática, isso significa controle de acesso, rondas internas e externas, e dupla de agentes posicionados em frente ao quarto, com o propósito de manter a segurança do paciente e da unidade.
O regime de visitas também foi detalhado, com atenção à privacidade e à ordem hospitalar. A determinação aponta que “A ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, foi a única acompanhante autorizada a permanecer no hospital.” Além disso, qualquer outra visita somente será possível se houver aval direto do relator. A medida está textualizada na decisão: “As demais visitas só poderão ocorrer com autorização do ministro.”
Em conjunto, essas regras compõem o arcabouço que regerá a internação de Bolsonaro até a alta hospitalar. O objetivo é permitir a realização da cirurgia e do pós-operatório em condições seguras, com vigilância 24 horas e transporte discreto, garantindo o cumprimento das normas de custódia e o pleno funcionamento do Hospital DF Star em Brasília.